Terapia trata queimaduras, escaras e feridas
As sessões de oxigenoterapia hiperbárica (OH) duram de uma a duas horas por dia por um período que varia de acordo com a patologia. Durante a compressão ou descompressão gradual o paciente tem a mesma sensação de quem está num avião decolando ou aterrissando. O paciente é submetido a uma pressão equivalente a algo entre 2 e 3 atmosferas. Já o oxigênio fornecido chega a 100%, bem superior aos 21% que respiramos em condições normais. Dentro da câmara, os pacientes ouvem músicas e são acompanhados por um profissional especializado.
Durante a sessão ocorre um aumento na quantidade de oxigênio dissolvido no plasma e nos tecidos, o que é benéfico, pois a redução de oxigênio tecidual é o principal problema em pacientes com queimadura, úlcera e feridas infectadas. Nestes casos, a terapia tem ação cicatrizante e antibiótica (dependendo da sensibilidade da bactéria).
Outras ações importantes são o auxílio na formação do colágeno, neoformação vascular e na diminuição de edemas, tornando-se uma importante terapêutica no tratamento destas lesões. A medicina hiperbárica é eficiente em casos de infecção óssea (osteomielite), de anemia aguda e de síndrome de Fournier, doença subcutânea provocada por uma infecção bacteriana na região genital que leva a sintomas semelhantes aos da gangrena. Em todos os casos, a superoxigenação da região afetada ajuda na cura da patologia.
"Quando o médico prescreve o tratamento, o paciente é encaminhado à unidade, onde será avaliado para se determinar a duração e o número de sessões a serem realizadas", explicou a médica Lívia Nunes, cuja residência em Clínica Médica foi realizada na Santa Casa de Maceió.
O paciente é fotografado para documentação da evolução e serão enviados relatórios periódicos documentados em fotos para o médico do paciente. Ao final do tratamento, o paciente é reencaminhado ao seu médico de origem.




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