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Quando indicar os “stents” farmacológicos?

Duto leva “stent” até o local obstruído, onde deposita a malha que, ao expandir, normaliza o fluxo de sangue

Os stents coronarianos, utilizados para desobstruir e restaurar o fluxo sanguíneo nos vasos, foram o maior avanço na cardiologia intervencionista desde a criação da angioplastia coronariana com “stent” pelo alemão Andreas Gruentzig em 1977.

Naquela época já se proporcionava uma diminuição significativa de eventos cardíacos (angina do peito, infartos cardíacos e morte) quando comparados a qualquer outra técnica de intervenção coronariana percutânea. Entretanto a re-obstrução do vaso sanguíneo persistiu como uma importante limitação desses “stents”, considerados, hoje, “stents” convencionais.

Desde então, novos estudos surgiram dando origem aos stents farmacológicos. Implantados inicialmente no Brasil em 2002, hoje são utilizados na Santa Casa de Maceió tanto em pacientes do SUS, como em convênios e particulares.

Como o nome já sugere, esses “stents” possuem um revestimento capaz de carregar fármacos (medicamentos) liberadas na “parede” interna do vaso sanguíneo. Desta forma, evita-se ou, no mínimo, reduz-se o aparecimento da re-obstrução no local do implante no médio e longo prazo. Os “stens” já estão na quarta geração, incorporando drogas mais eficientes e polímeros mais biocompatíveis.

No Brasil, poucos são os hospitais que tentam adotar uma política de oferta mais abrangente desta tecnologia, entre elas está a Santa Casa de Maceió, mesmo com as limitações de recursos públicos.

“A literatura médica confirma: não há qualquer justificativa para o uso de stents convencionais em pacientes diabéticos, cuja patologia é cada vez mais prevalente na população”, diz o hemodinamicista Leilton Luna.
Segundo ele, os “stents” farmacológicos são indicados não somente em diabéticos, mas também em pacientes com quadro de insuficiência renal, vasos coronarianos de fino calibre, lesões coronarianas longas em extensão, reestreitamento de “stents”, lesões em regiões de bifurcações de vasos, oclusões crônicas de longa data (vasos sanguíneos “entupidos” há mais de 30 dias), lesões no tronco da coronária esquerda e lesões em pontes de safena.

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