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Santa Casa quer mobilizar cirurgiões alagoanos para prevenir a MCR

Cirurgiões alagoanos especializados em videocirurgia estão se mobilizando para solicitar aos convênios a liberação de materiais descartáveis, necessários aos procedimentos cirúrgicos, em quantidade suficiente para contemplar todo o ato operatório. “O que ocorre, geralmente, é a liberação parcial dos descartáveis pelos planos de saúde, causando limitações cirúrgicas”, escreveu Mário Jucá, no recém lançado Boletim Científico da Santa Casa de Maceió.
“O Departamento de Cirurgia da Santa Casa deverá promover uma discussão com todos os cirurgiões da instituição e com os representantes das demais unidades hospitalares para que seja elaborado um documento que sirva de orientação a todos os convênios em relação à liberação dos descartáveis, minimizando ainda mais as possibilidades de contaminação pela Micobactéria de Crescimento Rápido (MCR)”, acrescentou Jucá.
Os surtos de Micobactéria de Crescimento Rápido (MCR) têm deixado preocupados médicos e instituições de saúde de todo o País, tanto que a Anvisa promoveu recentemente uma videoconferência onde a MCR foi o foco principal da discussão. Na oportunidade, a gerente de Risco e Infecção Hospitalar, Tereza Tenório, discutiu com técnicas dos demais hospitais e clínicas de Alagoas as orientações e as medidas utilizadas pela instituição para prevenir o advento da MCR no estado.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que vem monitorando a ocorrência de infecções pós-cirúrgicas por MCR em diferentes regiões do Brasil, não há casos notificados em Alagoas.
“A infecção por M. massiliense pode manifestar os seus sintomas até dois anos após o procedimento. Essa bactéria causa problemas como granuloma ou nódulos na ferida operatória ou em outros órgãos, sendo necessárias outras intervenções cirurgias”, explicou Mário Jucá.
Finalizando o editorial do Boletim Científico, o renomado cirurgião alagoano faz um alerta: “o glutaraldeído 2%, produto muito utilizado para esterilização de materiais cirúrgicos, deve ser abolido por não esterilizar instrumentos contaminados por essa bactéria, devendo ser utilizado outros meios de esterilização”, acrescentou.

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