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Arcebispo celebra hoje missa dos 159 da Santa Casa de Maceió

D. Antonio Muniz celebra hoje missa dos 159 anos

D. Antonio Muniz celebra hoje missa dos 159 anos

O arcebispo d. Antonio Muniz presidirá a missa festiva em comemoração aos 159 anos de fundação da Santa Casa de Maceió. A celebração será hoje (27), às 17 horas, na capela da instituição e contará com a presença do corpo diretivo, médicos, colaboradores, convidados e da comunidade católica.

HISTÓRIA
Fundada em 7 de setembro de 1851 pelo cônego João Barbosa Cordeiro, na época, pároco da capital alagoana, a Santa Casa de Misericórdia de Maceió comemora, hoje (27), 159 anos.
A iniciativa do religioso se deu no mais absoluto espírito de caridade, já que ele tinha como objetivo garantir um lugar adequado para prestar socorro à população carente. Sendo assim, a instituição foi chamada, inicialmente, Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, já que todo o serviço era realizado pelas irmãs vicentinas.
Havia grande falta de infra-estrutura em todo o Estado, inclusive em Maceió, levando o povo a adoecer por causas simples, como a falta de higiene, tanto no ambiente público como no próprio domicílio.
Predominavam na capital alagoana doenças como febre amarela, tifóide, anemia, bronquite, varíola e DSTs, como sífilis.
A escassez de médicos e a dificuldade de acesso a medicamentos eram fatores agravantes, sendo necessária muita caridade para atenuar o sofrimento da comunidade.
O cônego João Barbosa Cordeiro cedeu os rendimentos das paróquias para ajudar na construção do hospital, e o advogado João Camilo de Araújo doou o terreno, com 200 palmos de frente e 300 de fundo, e o engenheiro Pedro José de Azevedo Sharamback projetou o prédio.
A Igreja Católica também fez um apelo aos fiéis e muita gente colaborou com doações, até que, em 7 de setembro de 1851, foi lançada a pedra fundamental pelo vice-presidente da província, Manoel Sobral Pinto.
O presidente era Sá e Albuquerque, que nomeou, em 30 de abril de 1855, uma comissão encarregada pela construção do hospital, bem como da irmandade.
Foram montadas, de imediato, duas grandes enfermarias: uma feminina e outra masculina. Em termos de dedicação, sobressaíram-se os médicos José Antônio Bahia da Cunha, Possidônio de Mello Accioli, José Antônio Lopes, Francisco Homem de Carvalho e Francisco Dias Cabral.
Foi um longo processo até a conclusão do trabalho. A quantia necessária para a obra era alta, chegando aos poucos, diferentemente dos pacientes – a demanda era cada dia mais crescente. Não foi à toa que o patrono escolhido para o hospital foi São Vicente de Paulo, mestre da caridade.
Naqueles tempos medievais, o modismo na Europa – e depois no Brasil – eram as confrarias ou irmandades, grupos de pessoas que se reuniam em prol de um mesmo ideal. A Irmandade da Misericórdia foi a que mais se destacou pela iniciativa de assistência à saúde dos enfermos e atividades afins.
Na Idade Média, por volta do Século XII, foi fundada a primeira Santa Casa de Misericórdia. Inaugurada em Portugal, nas cidades de Coimbra, Santarém e Leira, a instituição surgiu graças ao trabalho filantrópico da rainha Isabel, esposa do rei dom Diniz, neto de Afonso X, fundador da Universidade de Coimbra.
Três séculos depois foi criada a irmandade pelo frade Miguel Contreras, sob as ordens da rainha regente, dona Leonor, em 15 de agosto de 1498.
No Brasil, a primeira Irmandade da Misericórdia surgiu em 1543, na Capitania de São Vicente, em Santos (SP), nos mesmos moldes da sua co-irmã lusitana.
Em Maceió, a irmandade surgiu em conseqüência do início da construção do hospital, também com o incentivo do cônego João Barbosa Cordeiro, que mobilizou os devotos de Nossa Senhora dos Prazeres para tal iniciativa em 30 de abril de 1855.
Fizeram parte da primeira comissão da irmandade Antônio da Silva Lisboa, Rodrigo Antônio Brasileiro e Manoel da Costa Moraes.
Posteriormente, o hospital passou momentos de crise financeira até ser transformado em filantrópico por decreto/lei, passando a ser chamado Santa Casa de Misericórdia de Maceió e, hoje (há mais de 10 anos), é uma das poucas unidades de saúde a gozar do privilégio de estar fora da crise.
Os membros da irmandade elegem o provedor e demais componentes da Mesa Administrativa da Santa Casa para um mandato de quatro anos – em 2007, o provedor Humberto Gomes de Melo tomou posse em seu segundo mandato, mas a primeira gestão ele herdou do professor Lourival Nunes. No entanto, uma vez posto o seu nome à votação, teve vitória maciça.

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