Mastectomia preventiva em pacientes jovens pode trazer perdas
Médicos e pacientes vivem um dilema na mastectomia profilática (preventiva) em mulheres jovens. Se for retirado pouco tecido mamário, preserva-se a estética das mamas e facilita-se sua reconstituição. Por outro lado, aumentam-se as chances de tumores.
Agora, se a prioridade for reduzir o risco de desenvolver câncer, quanto mais tecidos forem retirados da mama melhor. Por outro lado, as conseqüências para o corpo e para a psique da mulher aumentam na mesma proporção.
A retirada ampla do tecido mamário pode gerar perda da sensibilidade dos mamilos (fator que afeta de algum modo a libido), necrose dos nervos (caso o procedimento não seja realizado de forma correta), envelhecimento da pele e, principalmente, a possibilidade dos seios não voltarem ao seu formato original. Este último aspecto é um dos que mais preocupa os cirurgiões, porque nem sempre o resultado final é o esperado pela paciente, gerando insatisfação.
“A literatura médica nos Estados Unidos revela que cerca de 30% das mulheres norte-americanas se mostraram insatisfeitas com a retirada da mama e sua reconstituição. Daí a importância de uma profunda reflexão por parte da mulher que desejar fazer a mastectomia profilática. Deve ser uma decisão pessoal e consciente da paciente”, alerta Aderbal.




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