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Trombectomia: Santa Casa de Maceió adota mais uma arma no tratamento do AVC

Neurorradiologistas intervencionistas Rodrigo Peres e Cícero Pacheco

Você sabia que o AVC (acidente vascular cerebral, também conhecido como derrame cerebral) é a principal causa de incapacidade de adultos no Brasil? E que a doença é a segunda causa de mortalidade no mundo, com 6 milhões de óbitos, segundo a Organização Mundial da Saúde?

Para se ter uma ideia da gravidade do problema, um a cada seis adultos é acometido pelo AVC.

Ciente da gravidade deste cenário, a Santa Casa de Maceió foi pioneira em Alagoas ao implantar e manter uma equipe de neurologistas de plantão na Unidade de Pronto Atendimento (antiga Emergência 24h) das 7h às 19h e de sobreaviso nas 12 horas seguintes.

“A necessidade de implantar bons protocolos e acompanhar atentamente as suas medidas de desempenho está claramente colocada nas diretrizes da instituição”, comentou o neurorradiologista intervencionista Rodrigo Peres.
As diretrizes do hospital se baseiam nos resultados dos principais ensaios clínicos publicados no início de 2016 e que demostraram de forma consistente o benefício do tratamento endovascular em pacientes acometidos por AVC.

Uma das pesquisas mais recentes, que confirma a eficácia da trombectomia realizada no Serviço de Hemodinâmica, foi conduzida em Atlanta (EUA) pelo brasileiro Raul Nogueira. Publicado esse ano, o estudo Dawn englobou 182 pacientes de 38 centros dos EUA e terminou precocemente devido à eficácia demonstrada pela trombectomia.

“Em 80% dos casos, o AVC é do tipo isquêmico, ou seja, é causado pela obstrução de uma artéria que leva sangue ao cérebro. Quando isso acontece, os neurônios começam a sofrer com a falta de oxigênio e morrem em uma taxa de 1,9 milhão de neurônios por minuto. Daí, a importância do rápido atendimento ao paciente”, comentou o neurorradiologista intervencionista Cícero Pacheco.

O tratamento pode ser feito com remédios trombolíticos que, quando administrados na veia do paciente, podem dissolver os coágulos que entopem as artérias do cérebro. Pelo risco de sangramento, esse tratamento só pode ser ministrado até 4,5 horas do início dos sintomas. “Além disso, o tratamento trombolítico nem sempre consegue sozinho desentupir artérias de grande calibre do cérebro, nesses casos específicos nossa equipe é acionada”, diz Peres.

São candidatos à terapia endovascular por meio da trombectomia “os pacientes com oclusão proximal da circulação anterior que não tenham infarto extenso em exame de neuroimagem inicial. Em alguns casos podem ser tratados em até 24 horas do início dos sintomas.” Esta, inclusive, foi uma das conclusões do estudo Dawn, adotada na Santa Casa de Maceió.

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