Dor crônica: Santa Casa de Maceió realiza primeiro implante de eletrodo medular
Opção oferece mais qualidade de vida à pacientes que já tentaram tratamentos convencionais
A Santa Casa de Maceió marcou um avanço importante no tratamento da dor crônica em Alagoas. No dia 25 de abril, no Centro Cirúrgico da instituição, foram implatados os primeiros eletrodos medulares em um paciente com dor lombar intensa e debilitante.

Paciente com dor neuropática grave recebeu primeiros eletrodos medulares na Santa Casa de Maceió
O paciente já havia passado por uma cirurgia de artrodese lombar – intervenção utilizada para corrigir hérnias de disco –, mas desenvolveu, posteriormente, a chamada síndrome de dor pós-laminectomia, uma complicação relativamente comum nesses casos.
“Nem todo paciente que se submete à cirurgia de artrodese tem alívio completo da dor. Esse paciente já havia tentado de tudo: fisioterapia, mudanças no estilo de vida, uso de analgésicos fortes, mas continuava sofrendo com uma dor neuropática grave, que afetava sua qualidade de vida, sua rotina de trabalho e até seu estado emocional”, explica a anestesiologista do Serviço de Dor do hospital e profissional da Clínica de Anestesia de Maceió (CAM), Hélvia Madeiro.

Equipe da Santa Casa de Maceió optou pela neuromodulação por meio do implante do eletrodo medular de paciente com dor crônica
Diante da resistência do quadro aos tratamentos convencionais, a equipe optou pela neuromodulação por meio do implante do eletrodo medular. A técnica utiliza impulsos elétricos para bloquear a percepção da dor diretamente na medula espinhal.
O procedimento percurtâneo (realizado através da pele, sem a necessidade de cortes extensos ou cirurgias abertas), pode ser realizado com anestesia geral e monitorização neurofisiológica ou sedação consciente, onde o paciente colabora na identificação precisa da área afetada. Inicialmente, é implantado um eletrodo de teste, que permanece por alguns dias. Durante esse período, é avaliada a eficácia da estimulação elétrica no alívio da dor.

Eletrodo gera impulsos elétricos para bloquear a percepção da dor diretamente na medula espinhal
“Se confirmada a resposta positiva, como foi neste caso, fazemos a segunda etapa do tratamento, que é a implantação do eletrodo definitivo e do gerador de impulsos elétricos. O objetivo é permitir que o paciente volte a ter uma vida funcional e com menos sofrimento”, detalha a anestesiologista.



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