Nutrição da Santa Casa de Maceió oferta mais de 64 mil refeições por mês
Números refletem serviço realizado em três unidades do complexo: sede, Farol e Nossa Senhora da Guia
Com unidades que funcionam 24 horas por dia, o complexo hospitalar Santa Casa de Maceió registrou, em junho deste ano, a oferta de uma média mensal de 64.572 refeições. Foram mais de 2 mil por dia. Esse volume está sob responsabilidade da equipe do Serviço de Nutrição nas unidades sede, Santa Casa Farol e Santa Casa Nossa Senhora da Guia, com diferenciações apenas no volume de produção.

Mais de 2 mil refeições são servidas por dia nas três unidades do complexo Santa Casa de Maceió
Aliando precisão técnica, cuidado com o paciente e um fluxo bem definido, a alimentação chega ao leito com sabor, segurança e propósito terapêutico. “Aqui, a comida é parte do tratamento. Trabalhamos com dietoterapia, o que exige da nossa equipe um olhar técnico e humano ao mesmo tempo”, afirma o gestor do Serviço de Nutrição, Ismar Bandeira.
Para alcançar os resultados, mais de 170 profissionais estão diretamente envolvidos no trabalho. O setor, que atua em conjunto com a equipe multiprofissional — médicos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, conta com uma equipe formada por uma supervisora de nutrição, nutricionistas clínicos, nutricionistas de produção, técnicos de nutrição, cozinheiros, auxiliares de cozinha, dois açougueiros, seis auxiliares de estoque, dois operadores de estoque, auxiliares de higienização, confeiteira, copeiras lactariastas, e copeiros, que garantem o funcionamento da cozinha 24 horas por dia.
Todo o processo tem início com a prescrição médica da dieta, etapa fundamental para que a equipe de nutrição clínica possa atuar. “A prescrição é o ponto de partida. A partir dela, nossa equipe avalia o quadro clínico do paciente e define o plano alimentar ideal, considerando patologias, estado nutricional e necessidades específicas”, explica Ismar.

Ismar Bandeira, gestor de Nutrição da Santa Casa de Maceió
O plano pode incluir dietas líquidas, pastosas, brandas ou normais, com composições específicas definidas pelas nutricionistas. Em casos de doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão, ou em quadros de desnutrição, a alimentação assume um papel central no tratamento. “A gente trabalha de forma individualizada, com esquemas nutricionais adaptados à condição de cada paciente”, pontua.
Tecnologia – Um dos avanços implementados nos últimos anos foi a criação de um sistema digital próprio, desenvolvido em parceria com a equipe de redes da Santa Casa. A partir dele, a prescrição aparece em tempo real para as nutricionistas, copeiras e cozinha. Hoje, assim que o médico prescreve, o processo é iniciado instantaneamente, o que otimiza tempo e reduz falhas.
As refeições são etiquetadas individualmente com o nome do paciente e todas as especificações técnicas da dieta, garantindo segurança e evitando trocas indevidas. “A etiqueta traz desde restrições alimentares até o tipo de preparo. Isso aumenta nossa assertividade e dá segurança para toda a equipe”, destaca o gestor.
Como a maioria dos pacientes chega pela emergência, o setor de Nutrição funciona ininterruptamente. A cozinha opera 24 horas por dia para garantir que o paciente receba sua alimentação assim que a dieta for liberada, mesmo fora dos horários convencionais. “Se a prescrição sai à meia-noite, por exemplo, e já passou o horário do jantar, ofertamos um lanche reforçado, sempre respeitando as restrições indicadas”, reforça Ismar.
Beira do leito – Com as orientações da nutricionista de produção, a equipe da cozinha atua com base em fichas técnicas rigorosas, garantindo que cada receita siga padrões de sabor, consistência, aroma e apresentação — os chamados atributos organolépticos. Na sequência, as copeiras realizam a oferta diretamente ao paciente.
“Quem chega ao hospital com uma patologia como diabetes, vai comer com restrição de gordura, de açúcar… Isso, para quem está em casa fazendo a sua própria dieta, nem sempre é fácil. Mas a gente quebra o paradigma da comida de hospital. Seguimos todas as legislações e protocolos, mas buscamos sempre manter a atratividade e o prazer de comer, mesmo em uma dieta restritiva”, explica Ismar Bandeira.

Abastecimento de produtos é feito seguindo critérios técnicos bem definidos pelo Serviço de Nutrição da Santa Casa de Maceió
Estoque – O setor também participa da escolha de fornecedores. O abastecimento é feito com critérios técnicos bem definidos. Proteínas e hortifrutis são solicitados semanalmente; produtos secos, a cada 15 dias; e descartáveis, a cada 30 dias. “Não recebemos qualquer produto. Definimos os padrões desejados em um relatório fotográfico e descritivo. Quando o fornecedor não entrega conforme o esperado, é notificado”, explica.
Além disso, o controle de estoque segue a metodologia do “primeiro que entra, primeiro que sai”, evitando perdas e garantindo qualidade. As carnes, por exemplo, são recebidas congeladas, em conformidade com as normas de segurança alimentar.
“Trabalhamos com foco na humanização e no cuidado. Na Santa Casa de Maceió, o alimento é parte do tratamento, e nossa missão é fazer com que ele cumpra esse papel com segurança, qualidade e acolhimento”, conclui o gestor do Serviço de Nutrição, Ismar Bandeira.



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