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Santa Casa de Maceió celebra 18 anos do Projeto Mama – Mulheres Vencedoras

Encontro foi marcado por acolhimento e troca de experiências no Centro de Estudos do hospital

Criado em março de 2008 com nove participantes e encerrando o primeiro ano com 57 integrantes, o Projeto Mama – Mulheres Vencedoras, da Santa Casa de Maceió, atingiu a maioridade em 2026. A data foi celebrada com uma edição especial realizada no Centro de Estudos da instituição, marcando os 18 anos da iniciativa.

Com proposta diferenciada, sem palestras formais, o encontro priorizou a escuta, o compartilhamento de vivências e o fortalecimento de vínculos entre as participantes.

Idealizado pela psicóloga Rosa Carla Lôbo e desenvolvido pelo Serviço de Psicologia, o projeto se consolidou como um espaço de acolhimento para mulheres em diferentes fases do tratamento do câncer de mama. Aberto à comunidade alagoana, o grupo reúne pacientes em acompanhamento e mulheres que já superaram a doença, promovendo suporte emocional e troca contínua de experiências.

Durante o encontro, relatos evidenciaram a importância do apoio coletivo no enfrentamento da doença. A professora e enfermeira Luciana Amorim destacou que o diagnóstico ainda carrega estigmas, marcados pelo medo e pela insegurança, mas ressaltou que o tratamento também pode representar um processo de transformação. “A gente vai se fortalecendo com o apoio da família, dos amigos e da fé. O medo vai sendo substituído pela coragem e pela esperança”, afirmou.

Luciana Amorim, professora e enfermeira, compartilhou um pouco da sua história após o diagnósticos do câncer de mama

Ela também enfatizou a importância da rede de apoio, especialmente em momentos mais delicados, como a quimioterapia e o pós-operatório, quando não podia fazer coias simples, como levantar o braço ou lavar o cabelo. “A vida é sobre troca. Permitir-se ser cuidado também faz parte da cura”, completou.

Kelly Costa, psicóloga da Santa Casa de Maceió e coordenadora do projeto

A psicóloga da Santa Casa de Maceió e coordenadora do projeto, Kelly Costa, relembrou os desafios do começo da iniciativa, quando ainda havia pouco conhecimento sobre o papel do grupo. Com o tempo, o Projeto Mama ganhou força com o apoio da equipe multidisciplinar e ampliou seu alcance. “Hoje, temos mulheres que participam há mais de uma década. Isso demonstra a relevância do projeto como espaço de informação, acolhimento e desmistificação do câncer de mama”, destacou.

Para a presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Vitória Basílio, a longevidade da iniciativa reflete seu impacto na vida das participantes. “Se o projeto chegou aos 18 anos, é porque se firmou no íntimo de cada paciente”, afirmou.

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