Seminário debate violência contra a mulher
“Violência contra a mulher” e “Filantropia e Terceiro Setor” foram os temas em discussão, este ano, no 2º Seminário de Gestão com Pessoas, promovido pela Santa Casa de Maceió. Na mesa de debates sobre a mulher nomes como o da psicanalista Rosinete Mendonça de Melo, a delegada Ana Luiza Nogueira, a juíza Nirvana Melo, a promotora Karla Padilha e a enfermeira Rejane Paixão. Já a promotora de Justiça Failde Soares Ferreira abordou a relação entre filantropia e Terceiro Setor.
Aberto pelo provedor da Santa Casa de Maceió, Humberto Gomes de Melo, a mesa de debates foi coordenada pela psicanalista Rosinete Mendonça de Melo, que enfatizou o clima de medo vivenciado pela sociedade atual, que inclui violência nas ruas e também doméstica, seqüestros, assaltos, invasão de imóveis, inclusive igrejas, pedofilia etc. A psicanalista frisa que a violência existe e é conhecida, mas lança uma pergunta para a sociedade: “o que podemos fazer para prevenir este clima de violência?”
Conforme enfatizou a juíza Nirvana Melo, de São Miguel dos Campos, a violência das ruas é conhecida, mas a doméstica muitas vezes passa despercebida da sociedade pelo medo das mulheres em denunciar seus maridos violentos. “A própria família tem conhecimento das agressões e abusos e se omite do problema”, considerou. Ela também citou casos de mulheres que prestam queixa na delegacia, o marido é preso e dias depois retornam para retirar a queixa e pedir a soltura do agressor.
Para a delegada da Criança e do Adolescente, Ana Luiza Nogueira, a Lei Maria da Penha, que pune a agressão contra a mulher, precisa ser mais conhecida da população e das mulheres, mas é preciso que o Estado invista numa política de conscientização e de apoio às vítimas de violência. A promotora Karla Padilha citou o CAVE, programa de proteção em casos de agressão doméstica, como uma ferramenta que poderia, se recebesse mais investimentos, efetuar este trabalho com mais amplitude.
Para finalizar, a enfermeira Rejane Paixão citou a falta de registros de ocorrências nas Unidades de Emergência para se mapear a violência contra a mulher. Os profissionais se dedicam a cuidar do sintoma, visando a estabilização do paciente, mas “muitas vezes a própria vítima e seus familiares escondem a causa da agressão”. Segundo ela, seria necessário uma estrutura específica para averiguar, acompanhar e relatar casos de violência contra a mulher que ingressarem no ambiente hospitalar em todo o País.




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