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Envelhecimento da população deve ser uma conquista e não um problema

Luiz Claudio, gerente da Qualidade e Unidades Internas

Luiz Claudio, gerente da Qualidade e Unidades Internas

O envelhecimento da população deve ser enfrentado como uma conquista e não como um problema social. Esse, aliás, é o grande desafio dos gestores de saúde que se perguntam: quem arcará com os custos dessa demanda específica?
Tais questionamentos foram levantados pelo gerente da Qualidade e de Unidades Internas da Santa Casa de Maceió, Luiz Cláudio Ramos de Albuquerque, no II Encontro Alagoano do Idoso Ativo, realizado dentro Congresso Multidisciplinar Saúde 2011.
Na palestra “Um desafio da qualidade: atendimento ao idoso”, Luiz Cláudio fez um panorama do idoso no cenário nacional. Com uma expectativa de vida na casa dos 71 anos, estima-se que dentro de 40 anos nada menos que 30% da população seja formada por idosos. O problema é que o envelhecimento da população rebate diretamente na saúde pública.
Alagoas não foge à regra: o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que Alagoas está com uma população mais urbanizada, porém, mais idosa. Segundo o IBGE, Alagoas tem 72.881 idosos a mais que há dez anos. O extrato social acima dos 60 anos quintuplicou sua participação na pesquisa em relação as demais faixas etárias. Se em 1991 representava 5,1%, hoje os idosos já são 7,2% da população.
Em sua fala, Luiz Cláudio apresentou os conceitos que cercam a qualidade no atendimento ao paciente resgatando o caminho histórico percorrido pela Qualidade no mundo. “Na fase atual, as empresas estão implantando os modelos de Acreditação e consolidação dos sistemas da Qualidade, como modelo de gestão empresarial”, disse Luiz Cláudio, lembrando que a Santa Casa de Maceió também vem investindo na Acreditação.
Cláudio elencou os desafios da qualidade, citando entre elas a implantação do modelo de gestão profissionalizada, o posicionamento mercadológico, a identificação do perfil epidemiológico, a importância da atuação multidisciplinar, a necessidade de padronização de medicamentos, de instituição de protocolos assistenciais e de auditoria clínica, o gerenciamento de riscos e dos resultados assistenciais e financeiros.

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