Atuação fonoaudiológica é pauta de aula do Envelhecimento Ativo
Palestra abordou a importância do cuidado com a comunicação, deglutição e audição em idosos
Em mais um encontro do Grupo do Envelhecimento Ativo da Santa Casa de Maceió, os alunos puderam entender melhor sobre a atuação da fonoaudiologia no envelhecimento, com foco na importância do cuidado com a comunicação, deglutição, audição e voz para a promoção da qualidade de vida dos idosos. A edição foi realizada na última segunda-feira (17/03), no Centro de Estudos da instituição.
A fonoaudióloga Karla Sunamita detalhou o processo natural do envelhecimento, abordando especificamente as alterações nas estruturas oromotoras (músculos da face, boca, língua, faringe e laringe) e no sistema estomatognático (que realiza funções como mastigação, deglutição, respiração e fala), com destaque para condições como presbifonia, presbiacusia e presbifagia.

Karla Sunamita, fonoaudióloga da Santa Casa de Maceió
“Durante o processo de envelhecimento normal ocorrem diversas alterações fisiológicas, incluindo modificações na comunicação, audição e na deglutição, o que gera desafios significativos para os idosos” destacou a profissional da Santa Casa de Maceió.
A presbifonia, por exemplo, é uma alteração na voz caracterizada pelo enfraquecimento e alteração de timbre, o que pode impactar diretamente a comunicação ao passo que a musculatura da laringe vai ficando cada vez mais flácida, tornando a voz trêmula, rouca e com pouca projeção.
Já a presbiacusia refere-se à perda auditiva relacionada ao envelhecimento, afetando a capacidade de ouvir sons em determinadas frequências. Por sua vez, a presbifagia envolve dificuldades na deglutição, o que pode levar a sérios riscos de desnutrição e até a aspiração de alimentos.

Momento de oficina de exercícios com alongamento da musculatura cervical e exercícios de aquecimento vocal
Durante a palestra, a fonoaudióloga explicou como o profissional pode atuar no fortalecimento dos músculos da deglutição, melhorar a qualidade da fala e prevenir o agravamento da perda auditiva, essencial para o bem-estar e a autonomia do idoso. Além disso, houve um momento de oficina de exercícios com alongamento da musculatura cervical e exercícios de aquecimento vocal.
“A fonoaudiologia para idosos vai além da correção de distúrbios. Ela é uma ferramenta fundamental na manutenção da comunicação eficaz, um dos pilares para o envelhecimento ativo, que pressupõe autonomia, independência e qualidade de vida saudável” finalizou Karla.
















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