“Deus nunca nos abandona”, reflete Dom Beto Breis aos fiéis no Jubileu dos Enfermos
Celebração foi realizada na Capela São Vicente de Paulo, na Santa Casa de Maceió
“Toda pessoa que está doente porta no corpo uma fragilidade mais aguda, mas podemos dizer que ela traz as marcas da Paixão de Jesus. Une-se a Ele”. O arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Beto Breis, refletiu sobre a esperança em Cristo que mantém fortalecido aquele que nele crê e ama. A reflexão foi levada aos fiéis presentes no Jubileu dos Enfermos, realizado nesse sábado (23), na Capela de São Vicente de Paulo, da Santa Casa de Misericórdia de Maceió.

Dom Beto Breis recorda que o sofrimento humano se une à Paixão de Cristo e destaca que nada pode separar os fiéis do amor de Deus
O Jubileu 2025 tem como tema “Peregrinos de Esperança”. Para Dom Beto, esse sentimento tão imprescindível para a vida é manifestado pelo amor de Deus, que veio ao mundo em Cristo Jesus, fazendo-se irmão do homem.
“Deus, todo poderoso, se fez pequenino e frágil para nos salvar. Santo Antônio dizia que Deus desce para nos elevar. Essa é a beleza surpreendente, que somos chamados a trazer em nossos corações”, destacou o arcebispo na homilia.
Esperança que nasce na cruz
Aos enfermos, idosos e familiares presentes na Celebração Eucarística, Dom Beto enfatizou que Cristo assumiu as enfermidades e fragilidades do homem. Na cruz, não havia um profeta, mas o próprio Deus, destacou o metropolita. “Ele gritou de dor e passou por todo tipo de sofrimento: moral e físico, na cruz. Experimentou o nosso sofrimento”, explanou Dom Beto.
O arcebispo expôs aos féis presentes que nenhuma atribulação, espada ou sofrimento afasta o amor de Cristo do homem. Ele exemplificou essa afirmação recordando-se de uma senhora enferma que encontrara no interior de Pernambuco. “Ela, de muita fé, disse: ‘Eu sei que Deus hoje está comigo. E amanhã tenho certeza que estarei com ele’”.
“Quando experimentamos as fragilidades do corpo somos convidados a lembrar que carregamos a cruz com Jesus e assim ficamos mais fortalecidos e firmes na esperança. Nada nos separa do amor de Cristo. A situação que parece que Deus silencia e a gente se pergunta: por que o sofrimento? As vezes ele se silencia, mas nunca jamais nos abandona e é bom trazer isso no coração”, discorreu o metropolita.
Segundo Dom Beto, as marcas da Paixão de Cristo reacenderam a esperança na terra. Ele finalizou a homilia pedindo a Deus que bênçãos sejam derramadas as todos os enfermos presentes na celebração e aos hospitalizados, assim como a todos os profissionais da saúde e aqueles que fazem parte da Pastoral da Saúde.
Pastoral da Saúde leva conforto espiritual aos doentes
O Jubileu dos Enfermos foi organizado pela Pastoral da Saúde por iniciativa de Dom Beto Breis após a realização do Jubileu dos profissionais da saúde.

Segundo o Padre Cícero Lenisvaldo, assistente espiritual da Pastoral da Saúde, o objetivo é levar aos doentes a mensagem de Deus como auxílio espiritual aqueles que não podem ir às celebrações.
No Jubileu, para o recebimento das indulgências plenárias, é necessário que o fiel vá a um dos locais de peregrinação estabelecidos pela Igreja. Em Roma, as igrejas foram selecionadas pelo Papa Francisco.
Na Arquidiocese de Maceió, o arcebispo Dom Beto Breis escolheu a Catedral Metropolitana de Maceió, o Santuário Virgem dos Pobres – em Maceió -, e a Igreja Nossa Senhora da Apresentação, em Porto Calvo, como pontos de peregrinação deste Jubileu.

Padre Cícero Lenisvaldo à frente, e Padre Petrúcio Dario. Foto: Manoela Ponciano
Além disso, os fiéis precisam realizar as confissões, comungar nessas localidades e orar pelas intenções do Santo Padre, para receber as bênçãos jubilares.
“Aos enfermos, não se faz necessário esse deslocamento ate à igreja. O enfermo ou idoso que estiver acamado pode oferecer seu sofrimento em orações a Deus e também rezar pelas intenções do Santo Padre. Em caso de oportunidade, ele pode também realizar a confissão e se comungar”, explicou Padre Cícero Lenisvaldo.
Formada por leigos engajados no compromisso de servidão ao próximo, a Pastoral da Saúde é forma por leigos que se dispõem a visitar os hospitais e as paróquias, além das residências dos acamados. “Assim, são presença da caridade de Cristo nesse mundo de sofrimento”, afirma Padre Lenisvaldo.
Padre Lenisvaldo lembra que o momento de enfermidade é um período de provações, por vezes de isolamento, e que o sentimento de abandono e dúvida da própria fé pode permear a mente e o coração do doente.
“A pastoral leva a essas pessoas a caridade de Cristo e, sobretudo, o amor dele. Leva a experiência de que elas não estão sozinhas. E, na medida do possível, ajuda-as a ressignificar o sofrimento, entendendo que, na perspectiva da nossa fé, o sofrimento não é um castigo ou uma condenação.”
Ao contrário, discorre ele, o sofrimento é a possibilidade de o indivíduo atravessar o mistério da redenção, unindo-se a Cristo.
“Quando os enfermos descobrem isso, mudam completamente o modo como vivem a experiência do sofrimento”, pontua o padre.
Amizade e confiança em Deus
Marcos Oliveira é um dos internos da Santa Casa de Misericórdia. Ele deu entrada no hospital na madrugada desse sábado, dia do Jubileu do Enfermo. Católico frequentador da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, do Eustáquio Gomes, o farmacêutico explana que sua relação com Deus é de amizade, da qual o contato é uma necessidade diária, assim como o ar e o alimento.
“Ele nos alimenta, nos faz respirar, nos lava e nos purifica. Eu preciso conviver com esse amigo todos os dias”, afirmou ele.
Aos irmãos enfermos, Marcos Oliveira aconselha que escolham confiar em Deus. “Nós podemos escolher entre confiar ou reclamar, entre confiar ou duvidar de Deus. Esse momento para mim hoje é de surpresa com a beleza do que tem acontecido. Eu não queria, obviamente, estar aqui, mas estou aqui na missa, estou aqui no Jubileu, então eu tenho certeza que eu comecei um retiro, e retiro se começa com a Santa Missa. Então eu exorto os irmãos a perceber a providência de Deus ao redor, a confiar no Senhor”, concluiu ele.
O Jubileu dos Enfermos contou com a presença do Padre Cícero Lenisvaldo, Padre Petrúcio Dario (da capela do hospital Veredas), e membros dos grupos Mães que oram pelos filhos, Casa do Pobre, São Vicente de Paulo, Legiões de Maria, além de profissionais da Santa Casa e integrantes da Adefal e da Pastoral da Saúde.
Com informações Setor de Comunicação da Arquidiocese de Maceió*



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