“Estado e município têm recursos para atualizar tabela de médicos e de hospitais”
O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindhospital/AL), Humberto Gomes de Melo, afirmou em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (17) que “sobra dinheiro’ no caixa do Governo do Estado e da Prefeitura de Maceió para atualizar tanto a tabela de remuneração dos médicos como a de procedimentos dos hospitais.
Após analisar dados do Fundo Nacional de Saúde, do Datasus e da própria Secretaria Estadual de Saúde, o gestor da Santa Casa de Maceió descobriu uma rubrica de R$ 91.317.763,87 classificada como “ganhos por não produção”, que seria a soma de valores de verbas sem utilização em todo o Estado. Desse montante, R$ 52.756.803,67 estariam com a Secretaria de Estado da Saúde e R$ 25.861.354,91 com a Prefeitura de Maceió. Outros 50 municípios alagoanos também registraram "sobras".
Questionado sobre o possível paradeiro destes recursos, Humberto Gomes afirmou acreditar que tenham sido utilizados em alguma ação de saúde, menos na prestação de serviços de média e alta complexidade. Ponderou, entretanto, que a pergunta deveria ser feita aos gestores da Saúde do Estado e do município de Maceió.
Para ilustrar a situação crítica a que chegaram os médicos e os hospitais, Humberto Gomes de Melo deu alguns exemplos de prejuízos arcados pelos hospitais. Segundo ele, em cirurgias de “ponte de safena” o SUS repassa R$ 5.490,00, quando o custo total do procedimento sai por mais de R$ 8 mil. Outro caso é da remoção da tireóide: enquanto o hospital desembolsa de R$ 1.682,93, o Sistema Único de Saúde paga apenas R$ 242,84, ou seja, um prejuízo de R$ 1.440,09 por cada paciente atendido.
“Caso o serviço público aceitasse um reajuste de 100% na tabela do SUS, ainda assim o problema da saúde em Alagoas não seria solucionado imediatamente, mas certamente minimizaria a péssima situação que temos hoje. É preciso haver prioridade para a saúde pública”, acrescentou o presidente do Sindhospital/AL.
O presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed), Wellington Galvão, também participou da coletiva. Ele foi incisivo: “Entendemos a situação da população, que precisa de atendimento, mas não podemos pagar para trabalhar”. E foi mais além: “A população tem sua parcela de culpa pois é preciso protestar, é preciso que as entidades civis organizadas, que o cidadão vá às ruas para reclamar das autoridades”, desabafou o sindicalista.
Participaram da entrevista diversos diretores de hospitais, dentre eles o diretor administrativo-financeiro da Santa Casa de Maceió, Paulo de Lira.
A gravação da entrevista coletiva em arquivo MP3 encontra-se disponível na Assessoria de Comunicação da Santa Casa de Maceió. Interessados devem ligar para o telefone (82) 2123-6211 ou solicitar o arquivo pelo correio eletrônico: [email protected].
Fonte: Assessoria de Comunicação – Santa Casa de Maceió




Deixe uma resposta