Santa Casa de Maceió investe em bem-estar e inclusão para qualificar ambiente de trabalho na saúde
Com cerca de 2,7 mil colaboradores, instituição aposta em diversidade, saúde ocupacional e tecnologia para enfrentar desafios do setor
Em um contexto de pressão crescente sobre os serviços de saúde e de maior atenção às condições de trabalho no setor, a Santa Casa de Maceió tem ampliado ações voltadas à qualidade de vida, inclusão e desenvolvimento de seus colaboradores. Com cerca de 2,7 mil profissionais, o hospital reúne uma força de trabalho diversa, que vai muito além das equipes assistenciais.

Santa Casa de Maceió tem mais de 2.700 colaboradores
Essa diversidade de perfis também se reflete nas trajetórias. O ambiente reúne desde jovens em início de carreira até trabalhadores com décadas de atuação, o que contribui para a troca de experiências e para a formação interna de profissionais. “A integração entre essas gerações é parte da identidade da instituição, que mantém a característica de formar colaboradores ao longo do tempo, estimulando o desenvolvimento por meio de processos como a seleção interna. Cerca de 91% do quadro possui até 19 anos de casa, o que demonstra uma base sólida para crescimento profissional e construção de carreira”, afirma o gerente corporativo de Gestão de Pessoas, Sílvio Melo.
Entre as estratégias adotadas estão a avaliação de desempenho por competências, os processos de seleção interna, o Banco de Talentos e programas de formação e aperfeiçoamento de lideranças.

Chrislany da Silva Cavalcante foi Jovem Aprendiz e hoje atua como aulxiliar admistrativa da Santa Casa de Maceió
Na prática, esse movimento aparece em histórias como a da estudante de Farmácia e auxiliar administrativa Chrislany da Silva Cavalcante, que começou como jovem aprendiz e hoje atua no Cartão Vida & Saúde. “Os desafios são diários, principalmente no contato com o público, muitas vezes em situações delicadas. Mas também é um trabalho que traz retorno, porque a gente sabe que está contribuindo para que o paciente consiga acessar um exame ou uma consulta”, relata.
Os dados internos indicam ainda uma forte presença feminina. As mulheres representam 73,07% do quadro funcional e ocupam 74,76% dos cargos de liderança, em áreas que vão da assistência à gestão administrativa. O cenário acompanha uma tendência observada no setor de saúde e aponta para mudanças na ocupação de espaços de decisão.
AÇÕES – Entre as iniciativas voltadas ao bem-estar, o Programa de Qualidade de Vida (PQV) reúne ações de acompanhamento em áreas como doenças crônicas e saúde mental, com participação de equipes multiprofissionais. “A ideia é não ficar restrito aos grupos de risco, mas trabalhar a promoção da saúde de forma mais ampla, no dia a dia dos colaboradores”, explica a analista de Gestão de Pessoas, Dayana Oliveira.

Ações de promoção de saúde são direcionadas aos colaboadores da Santa Casa de Maceió
Além do acompanhamento clínico, o programa inclui ações de promoção da saúde no ambiente de trabalho, como ginástica laboral e orientações ergonômicas, iniciativas sociais voltadas aos colaboradores e convênios com instituições de ensino, que ampliam o acesso à qualificação profissional e incentivam a continuidade dos estudos.
A saúde mental, aliás, tem ganhado espaço nas discussões internas, especialmente após a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a incluir riscos psicossociais no ambiente de trabalho. De acordo com a engenheira de Segurança do Trabalho, Deiseanne Luz, a mudança exige uma abordagem mais estruturada. “Há um processo de mapeamento desses riscos, com aplicação de questionários, análise de indicadores e construção de planos de ação voltados ao ambiente organizacional”, afirma.

Ação na Adefal para captação de candidatos para vagas PcD na Santa Casa de Maceió
Na área de inclusão, o hospital mantém o programa “Além da Cota”, voltado à inserção de pessoas com deficiência e trabalhadores reabilitados. Atualmente, são 70 colaboradores incluídos, número superior ao registrado no início de 2025. Para a analista de Recrutamento e Seleção, Wanessa Tenório, o avanço depende de ações estruturadas. “Por isso trabalhamos para preparar o ambiente, as equipes e garantir condições reais de crescimento dentro da instituição”, afirma.
Ferramentas como a seleção interna e o Banco de Talentos têm sido utilizadas para ampliar essas oportunidades. “Utilizamos uma comunicação ampla das vagas e processos estruturados, que garantem transparência e equidade. O Banco de Talentos também nos ajuda a identificar perfis com potencial de crescimento e antecipar demandas”, explica a supervisora de Recrutamento e Seleção, Andresa Peixoto.

Deiseanne Luz, engenheira de segurança no Trabalho, e sílvio Melo, gerente corporativo de Gestão de Pessoas, durante treinamento para colaboradores
Segundo Andresa, quando o colaborador percebe possibilidades concretas de evolução, o impacto vai além da carreira individual. “Isso fortalece o vínculo com a instituição, reduz a rotatividade e contribui para um ambiente mais estável. Profissionais que conhecem a cultura e se sentem valorizados tendem a atuar com mais segurança e sensibilidade, o que reflete diretamente na qualidade do atendimento”, completa.
Outro eixo de investimento tem sido a digitalização de processos internos, com impacto em diferentes áreas do hospital. Ferramentas como registro de ponto facial, aplicativos de gestão de recursos humanos e soluções para benefícios têm sido adotadas para simplificar rotinas administrativas. “São recursos que trazem mais praticidade e ajudam a padronizar processos”, afirma a supervisora de Relações de Trabalho, Marília Barbosa.
TRAJETÓRIAS – Entre os profissionais com longa trajetória na instituição está o cirurgião torácico e diretor médico Artur Gomes Neto. Ele chegou à Santa Casa em 1981, ainda como estudante, e acompanhou diferentes fases do hospital ao longo das décadas. “Me formei, fiz residência fora e voltei como médico. Ao longo dos anos, assumi funções de coordenação e, em 2007, a direção médica. Na prática, toda a minha vida profissional foi construída aqui”, afirma.

Ontem e hoje: o cirurgião torácico, Artur Gomes Neto, iniciou sua vida profissional da Santa Casa de Maceió onde, atualmente, é diretor médico
Para ele, o crescimento da instituição está diretamente ligado à atuação conjunta de diferentes equipes. “A Santa Casa passou por transformações importantes e se consolidou como referência. Esse processo é resultado de um trabalho coletivo, que envolve profissionais de diversas áreas”, avalia.



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